O I Congresso Internacional de Linguagens do Pantanal Amazônico (CILPA), promovido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), constitui-se como um espaço de diálogo científico e intercultural voltado às múltiplas linguagens, saberes e práticas sociais que atravessam a região do Pantanal Amazônico. O evento reúne pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, fomentando discussões sobre linguagem, cultura, educação, territorialidades e diversidade em suas variadas manifestações.
Em destaque na programação, o GT – Língua, Cultura e Identidade em Espaços Fronteiriços (Modalidade on-line), coordenado pelos professores doutores Fernando Jesus da Silva, Jocineide Macedo Karim e Elisandra Benedita Szubris, propõe refletir sobre os territórios linguísticos constituídos em espaços de fronteira, compreendidos como ambientes dinâmicos marcados pela circulação de sujeitos, saberes e práticas culturais. Nesses contextos, as línguas se encontram, se tensionam e se transformam, produzindo fenômenos como bilinguismo, plurilinguismo, alternância de códigos e formas híbridas de expressão. A proposta busca analisar como o contato linguístico contribui para a construção de identidades sociais e culturais, evidenciando processos de negociação, pertencimento e resistência. As fronteiras, nesse sentido, deixam de ser vistas apenas como limites geográficos e passam a ser entendidas como espaços simbólicos e discursivos, nos quais as línguas desempenham papel central na organização das interações sociais. Além disso, o grupo pretende discutir implicações dessas dinâmicas para o ensino de línguas, para as políticas linguísticas e para a valorização das variedades locais, destacando a importância da diversidade linguística como elemento constitutivo dos territórios fronteiriços. Nesse sentido, o grupo também se propõe a fomentar o diálogo interdisciplinar entre áreas como a Linguística, a Educação, a Antropologia e os Estudos Culturais, contribuindo para a construção de abordagens teórico-metodológicas que considerem a complexidade dos contextos fronteiriços. Busca-se, ainda, promover a socialização de pesquisas em andamento e concluídas, fortalecendo redes de colaboração entre pesquisadores(as) e ampliando o debate sobre língua, cultura e identidade em zonas de contato, acolhendo trabalhos que abordem distintas fronteiras, em diferentes contextos geográficos e socioculturais. Trata-se de uma proposta vinculada ao Grupo de Pesquisa Fronteira e Línguas em Contato Brasil-Bolívia (FRONTELINC/UFMT-CNPq), ao grupo Linguística na Fronteira (LINFRON/UNEMAT) e ao projeto “A Dinâmica do Contato Linguístico na Fronteira Brasil-Bolívia” (CNPq-409234/2025-7), o Núcleo de Pesquisa, Diversidade, Variedade e Línguas Naturais-DIVALIN, e o projeto: Falares do Pantanal: documentação e valorização do patrimônio linguístico de Cáceres-MT, que articulam investigações voltadas à compreensão das práticas linguísticas em contextos fronteiriços e suas implicações sociais, culturais e educacionais.
Participe!
Mais informações sobre a programação e inscrições na página oficial do evento: CILPA – I Congresso Internacional de Linguagens do Pantanal Amazônico.
